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Aeroporto da Horta, localiza-se na Ilha do Faial, na freguesia de Castelo Branco, a 9,5 Km do centro da cidade da Horta. Foi inaugurado em 24 de agosto de 1971. Remodelado em 24 de agosto de 2001, é o aeroporto mais importante das chamadas Ilhas do Triângulo do arquipélago dos Açores (São Jorge, Pico e Faial). Não só garante as ligações diretas com Lisboa, mas também com as restantes ilhas do arquipélago. As companhias aéreas que nele operam são: a SATA Air Açores, a SATA Internacional e a TAP Portugal. A empresa ANA - Aeroportos de Portugal, é a entidade gestora do aeroporto. O diretor do aeroporto atualmente é o Eng. João Resendes Nunes Corvelo.

É um importante pólo dinamizador da economia da região. É um ponto de referência para escalas técnicas de pequenas aeronaves que cruzam o Atlântico Norte. Possui autorização para a operação de voos durante o período noturno. Atualmente, pretende-se aumentar o comprimento da pista em 550 metros. Espera-se assim que o aeroporto venha a receber voos charters diretos das comunidades açorianas na América do Norte, bem como possibilitar que outras aeronaves façam escalas técnicas.

Sua História Editar

O Aeroporto da Horta foi inaugurado em 24 de agosto de 1971, pelo então Presidente da República, Almirante Américo Tomás. As obras tiveram seu início oficial a 1 de abril de 1968. Realiza-se os primeiros voos regulares da SATA Air Açores neste aeroporto em 1972. A SATA estabelece ligações aéreas com a Ilha das Flores ocasionalmente, desde 1973, e regularmente, desde 1976. Em 5 de julho de 1985, a TAP iniciou ligações aéreas diretas entre Horta e Lisboa. A primeira aeronave da TAP a inaugurar a rota foi o Boeing 737 "Ponta Delgada". A 30 de julho de 1993, aterrou o primeiro voo charter - Boeing 757 da Air Columbus. Depois das obras de remodelação da Gare do Aeroporto em 24 de agosto de 2001, recebe a categoria de "Aeroporto Internacional", em 28 de dezembro. Embora não receba voos regulares internacionais, se for solicitado, poderá receber voos particulares vindos do estrangeiro. Se pretender visitar o aeroporto, deverá contatar o Centro Operacional do Aeroporto, com uma antecedência de 8 dias.

Movimento operacional 2007 Editar

De 1 de janeiro a 31 de agosto de 2007, por tanto nos oito meses completos do ano em curso, o aeroporto registou um aumento de 1,2% do movimento de passageiros em comparação com os mesmos meses do ano de 2006. Enquanto no referido período do ano, embarcaram e desembarcaram 144 264 pessoas, neste ano o número de utentes subiu para 145 937. Do mesmo modo subiu, em 2007, o número de movimentos de aviões - de chegadas e partidas - que atingiram o valor de 3 455, o que, em comparação com os elementos referentes a 2006, da ordem de 3 382, resulta num acréscimo de 2,2%. Quanto às cargas que se movimentaram no Aeroporto da Horta, neste ano, durante os meses de janeiro a agosto, o seu montante chegou aos 706 610 Kg, o que representa um crescimento de 5,2% relativamente a esses meses de 2006 em que esse transporte foi de 671 553 Kg.

No mês de setembro como é habitual, atenua-se mais a movimentação de passageiros e carga nos aeroportos do arquipélago, e o Aeroporto da Horta, não foge à regra. Enquanto em julho e agosto, a rota Lisboa-Horta-Lisboa tem dois voos diários, com reforço de extraordinários durante a Semana do Mar, operados pela TAP e pela SATA Internacional, em setembro, o esquema dessas ligações passa a um voo diário à segunda a quinta e sábado, e dois voos à sexta e ao domingo. (Tribuna das Ilhas de 7/10/2007, pág. 5; Jornal Pico, 20/9/2007, pág. 7)

No ano de 2007, o aeroporto movimentou 201 133 passageiros - dos quais 106 671 mil utentes nos voos inter-ilhas (aumento de 2,4 em relação a 2006) e 84 531 utentes nos voos para Lisboa (aumento de 1,6% em relação a 2006). Mantém um aumento crescimento anual de 2% ao ano. (Incentivo de 10/1/2008, pág. 2)

Projeto de Ampliação da Pista Editar

Os faialenses desejam a ampliação do comprimento da pista em pelo menos 500 metros, bem como a instalação do ILS (sistema de aterragem por instrumentos). Isso permitirá a aterragem dos Airbus (A319 e A320) com uma maior margem de segurança e sem que os aviões sofram as costumeiras penalizações técnicas. Por vezes, tem de optar por deixar bagagens de alguns passageiros em Lisboa ou por não levar a lotação máxima de passageiros permitida, com o fim de deixar o avião com menor peso para facilitar a aterragem. Isso acarreta prejuízos evidentes para os passageiros e para as companhias áreas.

Segundo o Comandante Pedro Dias (Tribuna das Ilhas de 29/8/2003), a pista do Aeroporto da Horta tem a vantagem de estar localizada a pequena altitude e ter livre toda a parte virada para o mar e as próprias cabeceiras estão também ligadas ao mar sem voo sobre a terra. É livre de obstáculos, sobretudo depois da descolagem. Os ventos predominantes na zona - de sul, de sudoeste e de oeste - tem a vantagem de soprar do mar para terra, sendo ventos de pouca ou nenhuma rajada. A orografia da ilha é também favorável neste aspeto. Os ventos de oeste e de leste, mesmos que mais intensos, são "enfiados" na pista.

O Monte da Guia não é um obstáculo porque tem uma pequena dimensão em altura (145 metros) e fica a uma distancia de cerca de 8 Km. Quanto ao Morro de Castelo Branco, fica já de fora da linha de enfiamento da pista. Não são 500 metros de aumento da pista para lado da cidade, que vão obstar que a aproximação há pista seja feita com segurança. Havendo mais pista, o avião acelera melhor e sobe com mais facilidade.

Segundo o Comandante Barbosa Pereira, "a operação na Horta está sujeita a mínimos de 2 400 metros quanto a visibilidade e 260 metros de teto aproximadamente. Com a instalação de um ILS da categoria 1 pode-se aterrar com 400 metros quanto a visibilidade e teto de nuvens de 70 metros. Se agora a percentagem de aterragens com êxito é da ordem de 90%, depois esse valor subiria para 99%. … apesar da dimensão da pista, não é nada perigosa. É sim exigente, mas completamente segura." (Tribuna das Ilhas de 1/7/2005; de 23/11/2007, pág. 4)

Em outubro e novembro de 2009, ANA - Aeroportos de Portugal, a entidade gestora do aeroporto, procedeu ao Grooving (estrias de escoamento de água) da pista, medida que evita derrapagens e ajudam na drenagem. Sempre que sucediam intensas chuvas, havia preocupações acrescidas com as condições de operacionalidade dos aviões Airbus. Antes, a falta de um sistema de drenagem da pista e o seu comprimento útil ficar reduzido em 25% nos dias de forte precipitação, gerou o receio de acontecer um acidente aéreo semelhante ao Airbus 320 da TAM no Aeroporto de Congonhas, São Paulo. (Incentivo de 8/11/2007, pág. 3; de 9/11/2007, pág. 3)

Quanto à necessidade da ampliação da pista do aeroporto, a empresa ANA - Aeroportos de Portugal, encara este projeto como desnecessário, e por isso, não é um investimento prioritário. Aguarda-se que esta questão seja resolvida após a privatização da empresa. Por sua vez, o Governo Regional dos Açores já se mostrou disponível para assumir a gestão do aeroporto e concretizar a ampliação da pista.

Com a ampliação e modernização do Aeroporto do Pico, em 2005, não inviabiliza de nenhuma forma a ampliação da pista do Aeroporto da Horta. Na realidade, o projeto complementa a infra-estrutura aeroportuária da Horta. Favorece o desenvolvimento socioeconómico e turístico das ilhas do Faial, do Pico e São Jorge - que constituem uma importante sub-região dos Açores. Impõe uma melhoria e maior qualidade nas ligações marítimas inter-ilhas de passageiros, em particular, entre os portos da Horta, Madalena, Cais do Pico e Velas. É ainda uma porta de entrada para as ilhas do Grupo Ocidental.

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