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A Horta é uma cidade dos Açores. É sede de um município do mesmo nome, que ocupa toda a superfície da Ilha do Faial, com uma superfície total de 172,06 Km2 com 15 063 habitantes (em 2001). Tem uma densidade populacional de 85,4 hab./Km2. O município mais próximo é o da Madalena, na Ilha do Pico.

A cidade da Horta se situa na costa sudeste da Ilha do Faial, com cerca de 6 400 habitantes (2001). A área total ocupada pelas três freguesias da cidade é de 8,48 km². O seu topónimo deriva do apelido flamengo do seu 1.º Capitão-do-donatário, Hurter[e] ou Hurtere. A cidade compreende três freguesias urbanas a saber: Matriz da Horta e Conceição e Angústias.

Disposta num anfiteatro geológico voltado para a Montanha do Pico, a cidade é beneficiada a sul pela enseada de Porto Pim, abrigada pelos seguintes cones vulcânicos: Monte da Guia (145 metros), Monte Queimado (89 metros), Monte Carneiro (263 metros) e Cabeço da Conceição (113 metros). Ampla baía da Horta é abrigada a norte pela Lomba da Espalamaca (horts).

É sede da Assembleia Legislativa dos Açores (ALRA) e do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç). Possui ainda um Observatório Meteorológico e Estação Radionaval da Marinha. No interior do seu Porto Comercial, localiza-se a Marina da Horta, o primeiro porto de recreio a ser inaugurado nos Açores. Serve de porto de escala de milhares de iates e mega-iates, que atravessam o Atlântico Norte, bem como a um crescente número navios de cruzeiro turístico. Será construído um novo cais e terminal de passageiros e veículos, reestruturação do porto (comercial, piscatório e recreio) e requalificação da Avenida Marginal. É servida por um moderno Aeroporto Internacional. Está previsto ainda a ampliação da sua pista.

Dispõe de ligações aéreas regulares diretas para Lisboa (TAP e SATA Internacional e inter-ilhas (SATA Air Açores). A Transmaçor opera as ligações marítimas regulares entre a Horta, Madalena (Ilha do Pico) e Velas (município) (Ilha de São Jorge) - as chamadas Ilhas do Triângulo. No Verão, a Açorline asegura as ligações marítimas inter-ilhas, exceto com a Ilha do Corvo.

Sua História Editar

A designação henriquina da ilha era "Ilha de São Luís" (1460). No Século XIV, foi chamada "Ilha da Ventura". Em 1466,, o flamengo Josh van Hurtere e mais 15 aventureiros, terão desembracado pela primeira vez na ilha no areal da Praia do Almoxarife. O Infante D. Fernando, Duque de Viseu e Donatário dos Açores, concedeu-lhe a Capitania-donataria do Faial, a 21 de Fevereiro de 1468. Nesse ano, o flamengo Josh van Hurtere retornou pela segunda vez à Ilha do Faial - agora numa expedição organizada. Desembarca no antigo areal de Santa Cruz onde mandou erguer uma ermida - a Ermida de Santa Cruz. Foi este local o primitivo centro populacional que viria dar origem à vila "de Horta". Por volta de 1470, o flamengo Willelm van der Hagen, aportuguesado para Guilherme da Silveira, desembarca na ilha liderando uma segunda vaga de povoadores. Em 1486, na Ermida de Santa Cruz, Joana de Macedo, filha do 1.º Capitão-do-donatário, casou-se em primeiras núpcias com o geografo alemão Martin Behaim. Em 1490, a ilha contava com 1.500 hatitantes.

Foi elevada a vila e sede de município do mesmo nome, em 1498 por D. Manuel I. No início do governo de Josh de Utra, 2.º Capitão-do-donatário, o centro administrativo da vila da Horta é deslocado para norte de Santa Cruz / Porto Pim. A primitiva Casa da Câmara, Tribunal e Cadeia, situava-se na Rua do Bom Jesus, freguesia da Conceição. A Igreja do Santíssimo Salvador - a primitiva Matriz, foi aberta ao culto em 28 de Junho de 1514. Em 30 de Julho de 1568, foi constituída a freguesia de N. Sra. da Conceição. Somente em 28 de Novembro de 1684, seria constituída a freguesia de N. Sra. das Angústias.

A perspetiva do Capitão Edward Wright (1589) e a Planta das Fortificações (1804), apontam para um núcleo urbano inicial (Santa Cruz/Porto Pim) e um crescimento em torno da primitiva Igreja Matriz (onde hoje se situa a Torre do Relógio) e da Praça Pública (onde hoje é a Alameda do Barão de Roches). Mais tarde, os edifícios municipais situavam-se no canto das ruas Visconde Leite Perry com a Arriaga Nunes. Em 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, a Casa da Câmara e o Tribunal foram instaladas no Colégio dos Jesuítas.

Horta - Séculos XV a XVIII Editar

A ilha começa a prosperar graças ao cultivo do trigo e de pastel. Em 1567, tem início a construção do Forte de Santa Cruz, a principal fortaleza da ilha. Por volta de 1570, a vila da Horta já tinha 509 fogos. Em 1583, desembarcam no sítio do Pasteleiro, soldados espanhóis sob o comando de D. Pedro de Toledo. Após escaramuças às portas do Forte de Santa Cruz, António Guedes de Sousa, Capitão-Mor do Faial, é executado.

Em Setembro de 1589, corsário inglês George Clifford, Conde de Cumberland, comandando 13 navios, apresa uma nau espanhola. Em retaliação pela não-cooperação dos faialenses, mandou saquear as igrejas e conventos, profanando-as e quebrando as imagens e crucifixos. Levaram as peças de artilharias que encontram - exceto duas peças de artilharia em Porto Pim que não acharam - e incendiaram as casas do Forte de Santa Cruz. (Arquivo dos Açores, Vol. II, pág. 304 - Carta do Capitão-mor Gaspar Gonçalves Dutra)

Anos depois, em Agosto de 1597, foi novamente saqueada pelo corsário inglês Walter Raleigh, da armada do 2.º Conde de Essex. Desta vez, são saqueados e incendiados os principais edifícios religiosos (Ermida de Santa Cruz, Igreja do Santíssimo Salvador (primitiva Matriz), Convento de São João, primitivo Convento de São Francisco, Igreja de N. Sra. da Conceição). São ainda saqueadas e incendiadas as igrejas paroquiais dos Flamengos, da Feteira e da Praia do Almoxarife. A presença frequente de corsários e piratas no Mar dos Açores, os "Mouros do Canal", obrigou à construção de fortes e fortins.

Em 1643, a Ilha do Faial tinha 8.491 habitantes distribuídos por 1 864 fogos. Quanto à vila da Horta, tinha 2.579 habitantes distribuídos por 610 fogos. (Espelho Cristalino, Diogo das Chagas, pág. 478) Em 30 de Agosto de 1675, D. Frei Lourenço, Bispo de Angra, mandou realizar as obras - já autorizadas - para a reconstrução da Igreja de Santa Cruz, com a mesma invocação. (Arquivo dos Açores, Vol. I, pág. 175) Em 1688, realizavam-se as obras finais e a ornamentação da igreja. (Anais do Município da Horta, Marcelino de Lima, 1941, pág. 245-6)

Durante os Séculos XVIII-XIX, a Vila da Horta é descrita como uma povoação muito pequena desenvolvida ao longo de uma só rua, que se estende ao longo da Baía da Horta. Possuía vários conventos e igrejas, mas pouco comércio e quase nenhuma indústria. Graças à sua localização, a Horta começa a prosperar como um porto de escala de importantes rotas comerciais. Inclusivamente, em 1755, serviu de porto de escala ao explorador inglês Tenente James Cook.

Teve um período áureo, pelo menos aparente (1804-1896), com a exportação de laranjas e do Verdelho do Pico, como porto de reabastecimento dos barcos baleeiros norte-americanos e de reabastecimento de carvão aos navios a vapor. É beneficiada como a construção do porto comercial (1876) e a instalação das compainhas dos cabos submarinos (1893).

Horta - Século XIX Editar

John Bass Dabney (1766-1826), cônsul-geral dos EUA nos Açores, casado com Roxanne Lewis, instalou-se na Horta, no fim do ano de 1804. O seu filho, Charles William Dabney, casado com Francis Alsop Pomeroy, sucede-lhe como Cônsul. Registe-se a importância da família Dabney ao longo de 83 anos na história e economia faialense, reflectida na dinâmica do seu porto ao longo de Oitocentos com o ciclo da exportação de laranjas, do Verdelho do Pico e da indústria baleeira.

Em 1814, a 26 de Setembro, o brigue "General Armstrong" sob o comando do Capitão Samuel Reid, navio corsário dos EUA, é afundado na Baía da Horta por 3 navios de guerra ingleses comandados por Robert Lloyd. Após o seu afundamento, o Capitão Reid protesta formalmente por ver destruído o seu navio num porto supostamente neutro e perante a incapacidade dos portugueses em fazer valer essa mesma neutralidade. A sua principal peça de artilharia, o canhão "Long Tom" - nome afectuoso com que fora baptizado, seria mais tarde a ser recuperado do fundo da baía. O Rei D. Carlos I oferece o "Long Tom" ao General Batcheller, ministro dos EUA em Lisboa. Este último deslocou-se à Horta, onde despachou a peça de artilharia para Nova Iorque, a bordo do navio "Vega", onde chegou a 18 de Abril de 1893.

A "Revolta do Castelo" é o período da história faialense em que por um golpe militar, em 1828, os absolutistas conseguiram ocupar o Forte de Santa Cruz, onde havia sido, com a ajuda da fragata brasileira Isabel Maria, depois da aclamação de D. Miguel como rei absoluto. Com este golpe os absolutistas confirmaram o seu poder na ilha e mantiveram-no até à entrada do Conde de Vila Flor, em 1831, saindo as forças absolutistas em retirada, com o seu chefe, Tenente-coronel António Isídoro Morais Âncora, para a Ilha de São Miguel, a juntar-se ao Capitão-general. (Anais do Município da Horta, Marcelino de Lima, Famalicão, Minerva, pág. 316) O exército Liberal desembarcou na Praia do Almoxarife vindo da Ilha do Pico.

No dia 4 de Julho de 1833, foi elevada a categoria de cidade pelo apoio dado ao Liberalismo. Teve a Câmara da Horta brasão de armas por decreto assinado pelo Rei D. Luis I, em 3 de Maio de 1865, com o título de "Mui Leal Cidade da Horta". Com o início da construção do porto comercial em 20 de Outubro de 1876, aliado à sua localização geo-estratégica, tornou-se no melhor porto do arquipélago. Serviu de porto de apoio à Marinha Aliada durante as duas guerras mundiais. Em 23 de Agosto de 1893, o Rei D. Carlos inagurou o primeiro cabo telegráfico submarino - ligando a Horta (Alagoa) a Lisboa (Carcavelos); e depois, ao resto do Mundo.

No período que decorreu entre 1893 a 1969, a cidade tornou-se num importante posto de comunicações intercontinental. A presença das várias companhias dos cabos submarinos, tiveram um reflexo muito importante na sociedade faialense - a nível económico, social, cultural e desportivo, bem como forte expressão no seu urbanismo.

Horta - Século XX Editar

O primeiro voo transatlântico hidroavião NC4 sob o comando Capitão Albert C. Read, faz escala na Baía da Horta, em 17 de Maio de 1919. A cidade da Horta entrou assim na História da Aviação. O Coronel Charles Lindberg acompanhado de sua mulher, Anne Morrow, ao serviço da Pan American Airways, em 21 de Novembro de 1933, amarrou na Horta no seu monoplano Lockeed Sirius "Spirit of St. Louise". A partir de 21 de Março de 1939, tem ínicio as carreiras regulares de hidroaviões entre a América do Norte e a Europa - até ao ano de 1945.

Em 1921, rebocadores holandeses de alto-mar que davam apoio à navegação do Atlântico Norte, passam a escalar no porto. No após II Guerra Mundial, estes retornam para auxiliar os navios transporte que apoiam a reconstrução da Europa. Na década de 60, chegam os iatistas.

O quartel da Bateria Independente de Defesa de Costa n.º 3, sediada na Horta, instalada inicialmente no Solar do Barão da Ribeirina até 1941, foi instalada no edifício junto da Igreja N. Sra. do Carmo. Foi organizada em 1939. Em 1947 passou a designar-se por Bateria Independente de Defesa de Costa n.º 1.

Na II Grande Guerra, são construídas as posições fortificadas permanentes para artilharia de costa e anti-aérea: a posição fortificada enterrada do Monte da Guia guarnecida com duas peças de costa Armstrong, de 15 cm; a posição fortificada enterrada e acasamatada na Lomba da Espalamaca, com duas peças de costa Armstrong, de 15 cm; a posição fortificada do Monte Carneiro dotada de uma bateria semi-fixa com 4 peças AA de 9,4 cm m/40 de origem inglesa. Estas posições ainda existem, encontrando-se presentemente desativadas, e infelizmente, em boa parte degradadas.

O Aeroporto da Horta foi inaugurado na freguesia de Castelo Branco, em 24 de Agosto de 1971, pelo então Presidente da República, Almirante Américo Tomás. Desde 1985, a TAP iniciou a ligações aéreas diretas entre Horta e Lisboa. No interior do porto, em 3 de Junho de 1986, foi inaugurada a Marina da Horta, o primeiro porto de recreio a ser inaugurado nos Açores. Depois de obras de remodelação do Aeroporto, em Dezembro de 2001, este recebe a categoria de "Aeroporto Internacional".

Situação Política Editar

O Município da Horta conta com 11 665 eleitores inscritos (Autárquicas 2005), dos quais 4 990 são da cidade (1 904 da Matriz, 2 119 das Angústias e 967 da Conceição). Apenas votaram 7 671 eleitores, ou seja, 65,76% dos eleitores inscritos.

Tradições, Festas e Curiosidades Editar

Na cidade da Horta, para além das festas do Culto do Divino Espírito Santo nos seus diversos Impérios, em particular o Império dos Nobres; merecem também um especial destaque: a Festa da Freguesia da Matriz da Horta (8 de Março); Solenidades Pascais; a Feira de Construção, Imobiliário, Lar e Jardim; Festa do Santíssimo Salvador (Epifania); Festa do Corpo e Sangue de Deus; Dia da Cidade (4 de Junho); Festa de N. Sra das Angústias (3 de Maio); Festa de S. João Batista da Caldeira, o padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho); Festa do Mundo Rural, no Parque de Exposições Ilha Azul; Festa de N. Sra. do Carmo (16 de Julho); a Festa da Freguesia da Conceição (30 de Julho); a Semana do Mar, em Agosto; a Festa de Santa Cecília, padroeira dos músicos (25 de Novembro); e a Festa de N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro). O Dia da Autonomia celebra-se a 12 de Junho. O Feriado Municipal celebra-se no dia de São João Batista, a 24 de Junho.

Merecem referência os jardins e espaços verdes emblemáticos da cidade: a Praça do Infante D. Henrique, o Jardim Eduardo Bulcão, o Largo Duque de Ávila e Bolama, a Praça da República, o Jardim Florêncio Terra e o Parque da Alagoa. Junto da cidade, situa-se a área de Paisagem Protegida do Monte da Guia (73 ha). Na Quinta de São Lourenço, freguesia dos Flamengos, situa-se o Jardim Botânico do Faial e Parque de Exposições Ilha Azul. Em 31 de Agosto de 1926, a ilha e cidade da Horta foi severamente afetada por um sismo de grande magnitude. Sofreu uma forte crise sismica durante a erupção do Vulcão dos Capelinhos, em 13 de Maio de 1958. A 23 de Novembro de 1973 e 9 de Julho de 1998, foi novamente afetada por sismos de grande magnitudede.

Monumentos Editar

O património arquitetónico existente na cidade é essencialmente de natureza religiosa, o mais importante é o Colégio dos Jesuítas. Foi mandado construir por Francisco de Utra de Quadros, Capitão-mor do Faial, e sua mulher, Isabel da Silveira. Falecido a 1652 e sem descendentes, dou em testamento todos os seus bens - incluindo o Solar dos Utras - para fundação do Colégio. Lançamento da 1.ª pedra da igreja, foi a 21 de Outubro de 1652, mas a sua construção só inicia-se em 1680. O edifico do Colégio dos Jesuítas só começou a se construir em 1719, e não chegaria a ser acabado, devido à expulsão dos padres jesuítas, a 1 de Agosto de 1760. A Igreja do Colégio tornou-se Igreja Matriz em 30 de Outubro de 1825, por substituição da primitiva igreja devido ao seu adiantado estado de degradação.

A primitiva igreja Matriz do Santíssimo Salvador da Horta é aberta ao culto em 28 de Junho de 1514. Foi saqueada e incendiada pelos corsários ingleses em 1597. Iniciou-se a sua reconstrução em 1607. É reaberta ao culto a 20 de Dezembro de 1615. Torre do Relógio, torre sineira seiscentista adicionada à primitiva Igreja Matriz, com um relógio datado de 1700. Constitui um dos ex-libris da cidade. Junto fica o Jardim Florêncio Terra, no local onde existiu o Convento de São João. No antigo Hospital Walter Bensaúde, que pertenceu à Santa Casa da Misericórdia, será as futuras instalações do DOP da Universidade dos Açores (UAç).

O Convento da Ordem de Santa Clara de advogação a São João Batista, vulgo Convento de São João, foi sido fundado por volta de 1538, por Diogo de Roiz da Costa, "fronteiro de Arzila, onde casou, e tem dois filhos clérigos e meteu ali as suas filhas freiras." Francisca Corte Real, filha do 2.º Capitão-do-donatário, em seu testamento datado de 20 de Dezembro de 1538, faz uma doação de 2 mil reis.

O Império dos Nobres, oficialmente chamado "Império de Reconhecimento e Beneficiência", em memória da erupção do Vulcão do Cabeço do Fogo, em 24 de Abril de 1672, é a primeira construção deste tipo em alvenaria a ser feita nos Açores. Veja tambem Culto do Divino Espírito Santo. Por deliberação da Câmara Municipal de 5 de Janeiro de 1759, se adquiriu um terreno para sua construção. A sua construção foi concluída no ano seguinte, em 1760.

O Convento de N. Sra. da Glória, foi fundado por Catarina de Utra Corte Real, filha do 3.º Capitão-do-donatário. Em 9 de Janeiro de 1608, fez doação os terrenos para a sua construção. A direção da construção cobe a um seu parente, Estácio de Utra Machado. Em seu lugar, existe atualmente o Jardim da Praça da República.

A Igreja de N. Sra. do Rosário, que pertenceu ao Convento de São Francisco, construído em 1696, foi aberta ao culto em 12 de Novembro de 1700. O primitivo Convento de São Francisco foi fundado em 1522. Foi incêndiado pelos corsários ingleses em 1597. Reconstruído em 1609, seria novamente destruído por um violento temporal, 60 anos depois. Em 1696, inicia-se a construção do convento e igreja no atual local. Após a extinção das Ordens Religiosas, foi doado em 1835 à Santa Casa da Misericórdia. Nele foi instalado o Hospital da Misericórdia e o Asilo da Mendicidade. Em 1899, o convento seria destruído completamente num incêndio, salvando-se a muito custo a sua igreja.

A construção da Igreja do Convento de N. Sra. do Carmo teve início em 1698, sendo só concluído em 1797. O seu adro é um miradouro sobre da cidade. O Duque de Ávila e Bolama, por Portaria de 7 de Julho de 1835, consegue que o convento e sua igreja, fosse doada à Ordem Terceira do Carmo, e que no Convento, fique instalado um aquartelamento tropas. Em resultado do sismo de 1926, o convento foi demolido na sua quase totalidade, restando apenas a grande cisterna e uma parte do claustro.

A Igreja de N. Sra. das Angústias, no lugar onde se erguia a Ermida de Santa Cruz, foi aberta ao culto em 28 de Novembro de 1684. A igreja tal como hoje a conhecemos, é construída em 1800, em estilo neoclássico, sendo as suas torres concluídas apenas em 1862. No teto e nas telas laterais da Capela-mor, guarda-se representações homenageando as famílias nobres e os demais povoadores que vieram para ilha.

A atual Igreja de N. Sra. da Conceição construída em Arte Deco em 1933, veio substituir a anterior igreja construída em 1749, demolida no sismo de 1926. É de realçar a presença de vitrais de grande qualidade artística.

Do sistema defensivo da Horta contra os piratas e corsários, apenas restam o Forte de Santa Cruz (MN), iniciado a sua construção em 1567, bem como o Forte de São Sebastião e a Fortificação de Porto Pim, bem como os vestígios de fortins, o Forte da Greta e o Forte da Guia. Da II Guerra Mundial, existem os bunkeres de Artilharia de Costa na Lomba da Espalamaca e no Monte da Guia, e no Monte Carneiro, se localizava as Baterias de Artilharia Anti-aérea.

No edifício da antiga sede da empresa de cabos submarinos alemães, atual sede da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, na Colónia Alemã, existe um notável painel de vitrais da autoria da famosa manufatura Schneiders & Schmolz, de Colónia, a mesma que montou e refez boa parte dos vitrais da Catedral de Colónia e alguns dos melhores trabalhos em vidro da transição dos séculos XIX para XX na Alemanha. Os vitrais foram produzidos em 1912 e têm como tema a heráldica das diversas entidades políticas alemães de então.

Existem igualmente solares e palacetes, exemplos de arquitectura civil típica da ilha, com arabescos de influência oriental.

Museus e Jardins Editar

A nível de espaços museológicos na cidade, se destaca o Museu da Horta instalado na ala norte do antigo Colégio dos Jesuítas; a Biblioteca Municipal e Arquivo Regional instalada na antiga Casa Grande Bensaúde; o Museu de Scrimshaw do Peter Café Sport; o Museu do Centro do Mar, na antiga Fábrica da Indústria Baleeira de Porto Pim e o Centro Virtual de Interpretação Marinha. Encontra-se em fase de conclusão, o Aquário Virtual de Porto Pim. Instalação do Museu Marítimo, no antigo edifício da Delegação do Banco de Portugal. Recuperar a Casa de Manuel de Arriaga, Primeiro Presidente da República, para instalação do Museu da I República.

No interior do porto comercial e nos pontões da Marina da Horta, figuram imensas pinturas que constituem um verdadeiro de museu ao ar livre, que se vai renovando ao sabor da imaginação dos iatistas que por ela escalam. Tem ainda um parque das âncoras, junto ao Forte de Santa Cruz (MN). Na Lomba da Espalamaca (horts), situa-se a Ermida de N. Sra do Pilar, o Miradouro do Pilar e Monumento à Imaculada Conceição, os típicos Moinhos Faialenses e dois bunkeres de Artilharia de Costa. Poderá ainda visitar a Parque da Alagoa, a Oficina de Scrimshaw de John van Opostal, a Calçada do Mirante e o Miradouro do Salto da Ribeira, na Vista Alegre.

Saiba Mais Editar

Ligações Externas Editar

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