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Reverendo Monsenhor José de Freitas Fortuna ou Padre Fortuna, como era mais conhecido, pároco emérito da Matriz da Horta, faleceu no dia 30 de Setembro de 2005, em Lisboa, vítima de doença prolongada.

Nascido a 12 de Abril de 1929 na freguesia dos Cedros, município de Santa Cruz das Flores, ingressou em 5 de Outubro de 1942 no Seminário de Angra do Heroísmo. Foi ordenado Sacerdote a 30 de Maio de 1954, tendo celebrado a sua Missa Nova na Igreja dos Cedros das Flores, a 18 de Julho desse ano.

Em Outubro de 1954, foi nomeado Vigário cooperador da Matriz da Horta. No ano seguinte, foi nomeado Vigário ecónomo da Candelária, na Ilha do Pico. Em 1958, assumiu funções de Vigário ecónomo e Ouvidor do concelho da Madalena. A sua nomeação como Pároco da Matriz da Horta verificou-se em 15 de Outubro de 1967, funções que desempenhou até 26 de Junho de 2005. Assumiu, também, as funções de Ouvidor Eclesiástico da Horta depois do falecimento do Monsenhor Medeiros, cargo que exerceu até Outubro de 1997.

Fundou em 1962, na Madalena, o semanário católico “Bom Combate”, cuja publicação se manteria até cerca de três anos depois da sua saída deste concelho. Fundou em 1968, no Faial, o boletim “Vigília”, com publicação semanal, o qual em 1976 passaria a ter nível interparoquial nesta ilha. Não obstante as dificuldades por que a “Vigília” passou, a sua publicação seria mantida, praticamente a esse nível, até ao fim de Dezembro de 1997. Assim, para dar sequência à necessidade informativa da paróquia, em Janeiro de 1998, também com periodicidade semanal, passou a publicar o boletim “Ekklesia”.

Em 16 de Março de 1970, o Padre José de Freitas Fortuna foi nomeado Vigário Episcopal para o ex-Distrito da Horta, nomeação esta que seria renovada em 1973 e em 1975. Em 1978, voltaria a ser nomeado pelo Bispo D. Aurélio Granada Escudeiro, Vigário Episcopal para as ilhas do Faial e do Pico, cargo que se tornaria extensivo às ilhas das Flores e do Corvo nos anos de 1995 a 1997. As suas bodas de prata sacerdotais foram comemoradas em Julho de 1979. Coroando uma atividade intensa de trabalho profícuo e competente ao serviço da Igreja Católica, em 30 de Novembro de 1990 foi nomeado Monsenhor-Capelão de Sua Santidade. Pelos relevantes serviços por ele prestados no concelho, a Câmara Municipal da Horta, sob a Presidência do Dr. Renato Leal, em 4 de Julho de 1998, aprovou um voto de louvor que

tornou público na ocasião das comemorações do aniversário da cidade. A ilha do Faial, nomeadamente a Matriz da Horta, e a Diocese de Angra, por ocasião das suas bodas de ouro sacerdotais, prestaram-lhe em 2004 várias e significativas homenagens, como agradecimento do seu dedicado trabalho ao serviço da Igreja Católica.

Distinguiu-se como orador, qualidade que sempre cultivou com primor e aperfeiçoou com o decorrer dos anos. Para além de ter proferido diversas conferências, pregou importantes sermões e homilias em todas as ilhas do arquipélago, bem como no Continente aonde se deslocou várias vezes. O Padre Fortuna, como era conhecido, desempenhou outras atividades fora da esfera meramente pastoral. Quando esteve na Madalena do Pico lecionou no respetivo Externato as disciplinas de Religião e Moral e, no Faial, foi logo nomeado professor de Religião e Moral do Liceu Nacional da Horta, disciplina esta que leccionou até à sua aposentação em 1999. Igual disciplina foi por ele ministrada durante vários anos na Escola do Magistério Primário da Horta.

Esteve, igualmente, associado a diversos empreendimentos realizados nas paróquias por onde passou. Desses empreendimentos, destacam-se os realizados na paróquia da Matriz e na Ouvidoria da Horta, nomeadamente os seguintes: as obras de consolidação e restauro da Igreja da Matriz; a construção do Salão Bom Pastor; o restauro de talhas diversas; o restauro e douramento de altares e do órgão de tubos da Matriz; a conservação e beneficiação do Passal; a construção e arranjos urbanísticos exteriores da zona envolvente da Igreja Matriz e do Passal; e a execução dos trabalhos preliminares conducentes à construção do Centro Paroquial da Juventude da Horta.

Em 18 de Outubro de 2005, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores aprovou por unanimidade um Voto de Pesar pelo falecimento deste religioso açoriano, cuja vida foi preenchida por intenso serviço e dedicação às paróquias e populações em que exerceu a sua atividade sacerdotal.

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